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Uso excessivo de ar condicionado pode provocar infecções; saiba como evitar
15/02/2017 - 22h53 em Dicas

No verão, o ar condicionado acompanha os brasileiros em casa,

no carro e no trabalho. Mas apesar de ser um alívio contra

o calor, o eletrodoméstico é um meio de disseminação

de doenças e pode prejudicar a saúde.

 

Segundo a alergista Maria Jussara Fernandes Fontes,

professora da faculdade de medicina da UFMG

(Universidade Federal de Minas Gerais),

o ar condicionado é um dos maiores

causadores de doenças respiratórias.

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O ar frio resseca a mucosa do nariz,

responsável por defender o organismo da entrada

de bactérias para o pulmão.

“A mucosa nasal é revestida por cílios que têm papel

de varredura, levando as bactérias e os vírus para fora

do organismo. Uma vez agredida pelo ar frio, ela resseca

e perde essa defesa, diminuindo a resistência e

aumentando as chances de infecção, expondo

o organismo”, explica a alergista.

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Já para o pneumologista Ricardo Millinavicius,

diretor da SBPT (Sociedade Paulista de Pneumologia e Tisiologia),

ficar mais de três ou quatro horas em um ambiente

com ar condicionado aumenta as chances de contrair gripe,

resfriado e infecções. "As pessoas que sofrem de asma,

sinusite ou DPOC (doença pulmonar obstrutiva crônica)

são ainda mais sensíveis e têm mais chance de ter exacerbações.”

 

A pneumonia é o problema mais grave que pode

 

ser provocado por uma infecção nos pulmões,

de acordo com o especialista.

Troca do filtro e limpeza

Para evitar a proliferação de vírus e bactérias,

é fundamental fazer a manutenção do aparelho.

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“O grande problema é que o filtro do ar não

consegue reter todas as impurezas,

e o que não é filtrado fica retido nos tubos.

Para tentar prevenir infecções, deve ser

feita uma limpeza adequada, não só trocar o filtro”,

diz o pneumologista.

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A troca do filtro deve ser feita pelo menos uma

vez por ano e os tubos precisam ser limpos a cada seis meses.

No caso do carro, Millinavicius ainda informa que

o filtro deve ser trocado a cada 10 mil quilômetros.

Mudanças bruscas de temperatura

Outro problema causado pelo eletrodoméstico

nesta época do ano é a mudança brusca de

temperatura de um ambiente muito frio para

outro muito quente, o que também resseca a mucosa.

Para evitar danos à saúde, o pneumologista da SBPT

afirma que a temperatura do ar condicionado não

pode ficar tão fria. “O ideal é que fique entre 20ºC e 22ºC e o vento não deve ficar

sobre a pessoa”, indica.

 

Ele sugere que, antes de sair de um ambiente frio

para outro quente, a pessoa coloque um agasalho

para evitar a mudança brusca.

 

Então, é preciso

esperar até que a temperatura do corpo se equilibre.

Evitar lugares refrigerados com um grande número

de pessoas também diminui as chances de ter uma infecção.

“O ar condicionado não é um vilão. Hospitais têm ar condicionado.

É só uma questão de usar com bom senso”,

afirma Fábio Muchão, pneumologista do AME

(Ambulatório Médico de Especialidades).

Ele diz que 23º C é uma temperatura agradável e não terá um contraste muito grande em relação ao ambiente externo.

Hidratação

Para combater a umidade baixa

provocada pelo ar condicionado,

os especialistas recomendam a ingestão de

bastante água e o uso de soro fisiológico

no nariz para umidificar a mucosa ressecada.

Outra sugestão para quem dorme com o

aparelho ligado é usar umidificadores

ou manter tigelas com água no ambiente.

Por fim, Millinavicius recomenda a imunização

a idosos e alérgicos. A vacina da gripe

aumenta a imunidade e evita infecções.

 "É importante arejar o quarto durante o dia e não deixá-lo frio à noite a ponto de ter que se cobrir com um edredom".

 

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